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acoes | 21 fevereiro 2018

Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica

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Lançado em maio de 2017, o satélite geoestacionário brasileiro vai levar internet rápida para todo o país, garantindo o acesso à banda larga em áreas como saúde e educação. “Hoje a banda larga é fundamental na vida de qualquer cidadão e para a economia de um país. Por conta de sua dimensão continental, o Brasil não tem ainda hoje condições de levar banda larga a todos os cantos do país”, afirma Kassab.

 O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) é o primeiro equipamento geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Fruto de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, que envolveu investimentos de R$ 3 bilhões, foi lançado ao espaço em maio de 2017, a partir do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa.

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite está posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Com capacidade de operação de 18 anos, o equipamento foi colocado em órbita após lançamento bem sucedido do veículo Ariane 5, da ArianeSpace.

Adquirido pela Telebras, o satélite possui uma banda Ka, que é utilizada para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no país, especialmente nas áreas remotas, e uma banda X, que corresponde a 30% da capacidade do satélite, de uso exclusivo das Forças Armadas. Os dados emitidos e recebidos pelo satélite são acompanhados pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), em Brasília (DF), e pela Estação de Rádio da Marinha, no Rio de Janeiro (RJ), onde trabalham profissionais das Forças Armadas e da Telebras.

“Hoje a banda larga é fundamental na vida de qualquer cidadão e para a economia de um país.”

O equipamento também tem importante alcance social, pois será um dos provedores do sinal de banda larga para o Programa Internet para Todos, iniciativa do MCTIC que vai levar conectividade a milhares de localidades brasileiras que ainda não contam com acesso à internet.

O mesmo serviço será utilizado para garantir a conexão de milhares de escolas por meio do programa Educação Conect@da, do Ministério da Educação (MEC). Além disso, 15 mil hospitais e postos de saúde também serão beneficiados pelo SGDC, através de um convênio com o Ministério da Saúde.

Com o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) em operação, uma série de benefícios e serviços serão usufruídos pelo país, as Forças Armadas e a população em geral, como a ampliação do acesso à internet e a segurança das comunicações estratégicas do governo federal e de defesa. Mas as vantagens com o advento do equipamento vão muito além e têm condição de alavancar a participação do Brasil como uma potência mundial no setor aeroespacial.

Agronegócio – Cerca de 400 mil grandes e médias propriedades rurais produtivas poderão contar com o serviço de satélite para infraestrutura e ampliação do uso de tecnologias de agricultura de precisão.

Amazônia Azul – Plataformas petrolíferas, centros de pesquisas e defesa localizados em ilhas ao longo das 200 milhas náuticas terão ampla possibilidade de conectividade.

Cidades Inteligentes – Tornará mais fácil a conexão de dispositivos inteligentes à nuvem (IoT e M2M) de forma isonômica em cada ponto do território nacional, viabilizando a criação de Cidades Inteligentes em todos os 5.570 municípios brasileiros.

Educação – Viabilizará alta conectividade de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) localizadas no interior do país, e cerca de 28 mil escolas de níveis básico e médio em área rural já dotadas de infraestrutura.

Interiorização da Economia – As indústrias situadas no interior ou regiões periféricas às grandes capitais passarão a contar com alta capacidade de infraestrutura de comunicação.

Massificação do Acesso Internet – Com cobertura em 100% do país, o satélite será uma ótima oportunidade para as operadoras de celular potencializarem seu backhaul e o atendimento a clientes com as tecnologias 3G, 4G e, futuramente, 5G.

Mineração – Essas indústrias, com alto potencial econômico e, geralmente, localizadas em áreas remotas, poderão contar com infraestrutura de comunicação necessária para o avanço de seus negócios e do setor.

Monitoramento e Previsão de Eventos Naturais – Além de serviços de acesso à internet, os órgãos de defesa civil poderão conectar sensores de monitoramento e obter informações em tempo real que venham a garantir maior segurança na prevenção de eventos naturais.

Parceria com ISPs – Permitirá que a Telebras promova parcerias com pequenos e médios provedores de internet (ISPs) para venda de conexão à internet e, consequentemente, contribuirá para o desenvolvimento das regiões mais carentes, contribuindo para a inclusão de novos cidadãos à internet no território nacional.

Maior Segurança nas Rodovias – Oportunidade de conectar todos os postos de fiscalização nas rodovias brasileiras, permitindo que o acesso em tempo real amplie os sistemas de controle e monitoramento de eventos nas estradas.

 Saúde Pública e Gestão Hospitalar – Permitirá que hospitais e áreas de saúde de municípios remotos no país tenham acesso às aplicações de Saúde Pública e Gestão Hospitalar amplamente utilizadas em grandes centros.

 Segurança Nacional – Além da capacidade exclusiva para as Forças Armadas na Banda X, o satélite poderá oferecer cobertura integral de fiscalização nas fronteiras brasileiras, inclusive das unidades remotas militares pela Banda Ka.

 Serviços de Cidadania – Em parceria com outros órgãos da administração pública, ficará facilitado o acesso à internet, em cada recanto do país, para maior facilidade de operação da receita federal, emissão de passaportes, previdência privada e outros serviços.

 Sistema Bancário – Tornará viável soluções de conectividade para os bancos e os respectivos terminais de autoatendimento em todo o território nacional.

Educação Conect@da

Quarenta mil unidades de saúde e escolas públicas de todo o Brasil serão beneficiadas com os programas Internet para Todos e Educação Conect@da, lançado em parceria com o Ministério da Educação – MEC. A Política de Inovação Educação Conect@da, iniciativa do governo federal vai levar pontos de conexão à internet de banda larga a 29 mil escolas públicas de todo o Brasil tanto nas áreas urbanas e como na zona rural. Nas primeiras, o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações ficará responsável por estabelecer os parâmetros de infraestrutura necessária para a conexão das escolas à Internet e para a implantação das redes internas. Além disso, vai prestar consultoria para que as instituições possam contratar serviços locais de acesso à internet. A projeção é que 22,5 mil escolas sejam atendidas. Na zona rural, serão beneficiadas 6,5 mil escolas de 2.142 municípios de todos os estados brasileiros. Neste caso, o MCTIC vai, além de definir os padrões de infraestrutura, contratar os serviços de conexão satelital, por meio do Programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac).