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noticias | 21 dezembro 2018

‘Ministério contribuiu para agenda favorável à inovação’

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A Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) é entidade vinculada à Confederação Nacional da Indústria que visa estimular políticas públicas com foco em inovação e o desenvolvimento industrial. Pedro Wongtschowski, líder da MEI e do conselho de administração da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) comenta na entrevista a seguir ações desenvolvidas pela gestão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) que se encerra neste mês de dezembro.

Wongtschowski destacou ações como o projeto ‘Centelha’, que foi lançado em novembro pela pasta e é uma grande parceria com a MEI e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), por meio de recursos repassados pela Finep e tem foco no empreendedorismo de base tecnológica. O programa já alcança 21 estados do país, apoiando startups beneficiadas com R$ 40.

Militante da inovação e do desenvolvimento industrial, Pedro Wongtschowski ressalta também a regulamentação do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação e defende uma discussão sobre o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Veja a entrevista a seguir:

Como o sr. define a gestão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações nesses últimos dois anos e meio?

Transformar inovação em uma agenda de país requer, necessariamente, o esforço conjunto entre os setores privado e público – como defendemos na Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) há dez anos. A gestão que se encerra no MCTIC soube, com habilidade e grandeza, ouvir a comunidade científica, tecnológica e de inovação, permitindo – a despeito das limitações de recursos – avançar na implementação desta agenda.

O MCTIC é um parceiro estratégico da MEI. Ao longo desses últimos anos, se fez presente e disponível para o diálogo e promoção de uma agenda que visa ao fortalecimento do ecossistema de inovação no Brasil.

Em maio de 2016, havia grande preocupação – sobretudo na comunidade científica – relacionada à fusão entre Ciência e Tecnologia e Comunicações. Como enxerga este processo de fusão, sobretudo no que tange à inovação e ao empreendedorismo?

O setor de telecomunicações tem um papel fundamental na era digital que o mundo vive atualmente, tanto em relação à expansão digital, quanto pela segurança de dados. Por isso, existe esse elo com a inovação e o empreendedorismo. Neste setor, as tecnologias têm uma abrangência transversal e abrem espaço para projetos disruptivos. É o que aponta o estudo Indústria 2027, concebido no âmbito da MEI e divulgado este ano. O Brasil precisa criar condições para alavancar investimentos robustos em pesquisa na área digital – como ocorre em países que são referência em manufatura avançada.

Como enxerga as ações de estímulo à inovação construídas pela atual gestão do MCTIC?

A agenda de Financiamento da MEI enfatiza a necessidade de priorizar o aumento e a perenidade dos recursos para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. O descontingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, por exemplo, é uma das propostas do setor empresarial que contribuiria nessa direção. Porém, nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado a redução de orçamento para Ciência, Tecnologia e Inovação. Para reverter essa situação, é tão importante a conjunção de esforços de todos os atores do ecossistema de inovação. Do lado do MCTIC, ações como a alocação de recursos para a Embrapii, a criação do Programa Centelha e a meta de empenho da totalidade, a cada ano, do orçamento liberado para o FNDCT contribuem para a agenda mais favorável à inovação.

E quando se fala em inovação, muito se destaca o apoio ao empreendedorismo de base tecnológica. Que ações são empreendidas hoje neste sentido e que benefícios podem trazer ao país?

Dada a importância da necessidade de apoio ao empreendedorismo de base tecnológica, a Agenda da MEI 2019-2020 tem um capítulo específico sobre este tema. No Brasil, os programas disponíveis abrangem diferentes dimensões de apoio, incluindo quase todas as categorias de instrumentos oferecidos ao redor do mundo. Porém, é fundamental estruturar uma estratégia nacional integrada voltada a PMEs inovadoras, particularmente no que diz respeito a startups de alta tecnologia. Em um ambiente favorável, essas empresas, quando bem-sucedidas, geram empregos, multiplicam seu valor de mercado, propiciam lucros que atraem investimentos robustos e tornam a economia mais competitiva.

Do ponto de vista da MEI, quais as principais ações que têm sido empreendidas voltadas a desenvolver o empreendedorismo no país?

Uma das ações importantes para a promoção do empreendedorismo no Brasil, principalmente para negócios de alta tecnologia, foi a regulamentação do Marco Legal de CT&I – da qual a MEI participou ativamente com propostas para a elaboração do texto. A nova legislação passou a permitir, por exemplo, a participação do Estado em empresas para desenvolver produtos ou processos inovadores. Outra ação importante, que deveria ser expandida, diz respeito aos Fundos de Investimento e Participações – utilizados pelo BNDES e Finep para apoiar projetos de inovação que estimulam o empreendedorismo.

Fonte: PSD