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Balanço da gestão

Atuação da Embrapii cresceu 43 vezes na gestão Kassab

No período de três anos, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial passou de 10 para 430 empresas atendidas no desenvolvimento de novas ideias.

noticias | 24 janeiro 2019

Atuação da Embrapii na inovação cresceu 43 vezes na gestão Kassab

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A atuação da gestão de Gilberto Kassab à frente do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), entre 2016 e 2018, proporcionou “extraordinários avanços” na promoção da inovação industrial no país. A afirmação é do presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Jorge Almeida Guimarães, que, na entrevista a seguir, cita as restrições orçamentárias do período como fato complicador da gestão, mas destaca que, mesmo assim, a gestão Kassab conseguiu dar apoio e concluir diversos projetos de importância para o Brasil, como o acelerador de partículas Sirius e a Base Naval da Antártica, entre diversos outros.

Como exemplo dos resultados obtidos pela gestão do ex-ministro Kassab, Guimarães destaca o crescimento da Embrapii entre 2015 a 2018, período que passou de atuação com 10 empresas para atender 430, com um grande salto de eficiência na instituição.

Ele lembra que, para serem competitivas, as empresas brasileiras, especialmente as de pequeno e médio portes, enfrentam sérias dificuldades para desenvolver projetos de inovação, por não dispor de recursos para montar centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que exigem investimentos vultuosos em pessoal qualificado e em equipamentos. Uma alternativa é a Embrapii, cujo papel é oferecer às empresas, a custos muito baixos, a possibilidade de trabalhar em conjunto com grupos selecionados de pesquisa aplicada e de inovação (as chamadas unidades Embrapii).

São grupos especializados, altamente qualificados, equipados e habilitados para levar adiante projetos de P&D. Segundo Guimarães, pelo fato de ser uma Organização Social (OS), a Embrapii oferece procedimentos desburocratizados, ágeis e flexíveis, com base em recursos do MCTIC e também dos Ministérios da Saúde e da Educação.

Abaixo, a íntegra da entrevista:

A Embrapii vem aumentando a cada ano o valor investido em projetos de inovação. Como foi o desempenho nos últimos dois anos, mesmo com a crise econômica enfrentada pelo país?

Apesar da crise, a Embrapii obteve desenvolvimento extraordinário no fomento à inovação industrial no Brasil. A evolução da sua atuação pode ser medida pela significativa adesão das empresas ao modelo Embrapii: de 10 empresas no começo de 2015 para 430 empresas no final de 2018. O crescimento maior ocorreu em 2017 e 2018.

Estamos num cenário econômico de recuperação, investir em inovação é a saída para as empresas brasileiras?

Para serem competitivas, as empresas brasileiras precisam desenvolver projetos de inovação e a Embrapii oferece essa possibilidade com procedimentos desburocratizados, ágeis e flexíveis. Como há certo grau de dificuldade para as empresas abraçarem com mais ênfase a inovação, a Embrapii se constitui em braço operacional altamente eficiente e vantajoso. Considerando as perspectivas de um cenário de recuperação econômica, há mais razão para uma expectativa de atuação positiva das empresas na adesão aos projetos de inovação de seus processos industriais e desenvolvimento de produtos.

Muitas empresas têm interesse em inovações para melhorar sua competitividade no mercado global. Como a Embrapii auxilia essas empresas?

Um grande número de empresas brasileiras, especialmente as de médio e pequeno porte, não dispõe de recursos para montar centros de pesquisas. Mesmo entre as indústrias de maior porte há dificuldades para criar e manter centros de P&D que exigem investimentos vultuosos em pessoal qualificado e em equipamentos. Nesse contexto, a Embrapii entra com a capacidade de oferecer às empresas, a custos muito baixos, a possibilidade de atuar com grupos selecionados de pesquisa aplicada e de inovação (Unidades Embrapii) especializados, altamente qualificados, equipados e habilitados para desenvolver os projetos de P&D que, de outro modo, as empresas teriam dificuldades em buscar desenvolvê-los.

Quais as dificuldades das empresas para serem mais inovadoras no Brasil?

Em sua grande maioria, as empresas brasileiras não dispõem de centros de P&D, que seriam capazes de ajudá-las a vislumbrar, estimular e explorar o perfil da capacidade inovadora da empresa. E este não é um desafio trivial, uma vez que tais centros representam custo elevado. Por outro lado, as empresas nacionais estão sitiadas num leque de imbróglio jurídico-institucional-regulatório desestimulante para a inovação. O modelo operacional da Embrapii veio ajudar as empresas a vencerem a primeira parte de tais dificuldades.

Como o sr. classifica o novo Marco Legal de Ciência Tecnologia e Inovação em relação a atuação da Embrapii em projetos de PD&I. É positivo o novo texto?

De fato, a nova legislação deverá reduzir, pelo menos em parte, as dificuldades enfrentadas pelas empresas. Entretanto, vale observar que há, ainda, enorme resistência de vários setores regulatórios quanto à plena aplicabilidade dos princípios do Código para facilitar a pesquisa científica e tecnológica, carentes de desburocratização. A Embrapii, por ser uma Organização Social, já pratica os principais princípios do novo Marco Legal desde o começo de sua operação, há cinco anos.

Apesar das restrições orçamentárias, o ministro Kassab conseguiu dar apoio e concluir diversos projetos altamente importantes para o Brasil.

A Embrapii foi definida pelo MCTIC como coordenadora do PPI (Programa Prioritário para Informática) em IoT/Manufatura 4.0 para o cumprimento das responsabilidades das empresas no atendimento à Lei de Informática. O que significa isso para a instituição?

A Embrapii pleiteou – e conseguiu – no ano passado, aprovação pelo MCTIC da autorização para operacionalizar seu PPI (Programa Prioritário de Informática) visando cobrir as áreas de IOT e Manufatura 4.0. O PPI facilita enormemente a tramitação legal do cumprimento da Lei de Informática pelas empresas do setor. Nosso PPI é ademais instrumento poderoso para dar incentivo e apoio ao fomento à inovação nas empresas de informática.

O MCTIC, na gestão de Gilberto Kassab, fez parceria, por meio da Finep, para financiar projetos da Embrapii. Essa parceria nos investimentos é promissora?

Diferentemente da Finep, que é vinculada diretamente ao MCTIC, a Embrapii é uma instituição privada sem fins lucrativos, com status de Organização Social (OS), que opera contrato de gestão com duração definida (atualmente seis anos, 2013-2019) com o MCTIC como Ministério Supervisor, ao qual estão associados, como ministérios intervenientes, o MEC e o MS. A parceria MCTIC-Embrapii vem proporcionando, neste curto espaço de tempo, extraordinários avanços na promoção da inovação industrial.

Que avaliação o sr. faz da gestão do MCTIC nesses últimos dois anos e meio?

Avalio como muito positiva a gestão do ministro Gilberto Kassab no período 2016-2018, não apenas em relação à Embrapii, mas no comando da pasta de um modo geral. Apesar das restrições orçamentárias do período, em especial a desastrosa Emenda Constitucional 95, que não poupou Ciência, Tecnologia e Inovações, o ministro conseguiu dar apoio e concluir diversos projetos altamente importantes para o Brasil, como o Projeto Sirius, e a Base Naval da Antártica, entre diversos outros. Tivera o ministro a sorte de receber um orçamento mais apropriado ao desenvolvimento científico e tecnológico como seria de esperar, certamente sua gestão teria sido ainda mais positiva e realizadora.

E com a Embrapii, como foi a relação da gestão?

Não conhecia o ministro Kassab anteriormente e tivemos uma convivência e relacionamento profissional muito agradável e respeitoso. Pessoa gentil e tranquila, facilita a interação e a discussão franca com todo o pessoal do seu relacionamento. Sou grato pelo fiel companheirismo estabelecido e apoio constante e contínuo que a Embrapii recebeu dele durante sua gestão à frente do MCTIC.

Fonte: PSD